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viernes, 9 de mayo de 2014

Adoecimento e Trabalho

O trabalho tem uma grande importância na constituição do ser humano. Através do trabalho o homem constrói o mudo que habita e também sofre mudanças a partir disso, desenvolvendo-se. Ao pensarmos na sociedade em que vivemos , capitalista, o trabalho se constitui como um meio para obtenção dos objetos, serviços e demais coisas necessárias a própria sobrevivência.

Ao pensarmos sobre a jornada de trabalho, podemos constatar que boa parte do tempo é passada trabalhando. Dessa forma, o grupo de trabalho também passa a ter valor social para o ser humano. Um espaço onde ele pode expressar seus sentimentos, opiniões e expectativas possibilitando trocas com os outros membros do grupo.

A importância do trabalho não se limita ai, poderiamos discutir muito sobre isso enfocando diferentes pontos, entretanto chama a atenção o fato de que muitas pessoas estão adoecendo por conta do trabalho. 

Como algo tão importante a satisfação das diversas necessidades humanas também pode ser fonte de sofrimento?

A explicação pode ser encontrada no fato de que o rítmo em que o individuo vive e trabalha nessa sociedade em específico, está além de suas capacidades e muitas vezes se sobrepõe a sua vontade.

O homem trabalha em um rítmo frenético, onde a produtividade é medida pelo seu tempo e quantas atividades você consegue fazer nele. A máquina embora nos tenha auxiliado em determinadas coisas, possibilitando ao indivíduo não precisar fazer tanto esforço ou demorar-se tanto em atividades , também possiblitou que o mesmo pudesse fazer mais coisas em um mesmo período de tempo. Tempo este que pode não estar alinhado ao tempo da pessoa e sim ao tempo da máquina, ao tempo de uma sociedade tecnológica que muda constantemente.

A medida que o trabalho exige cada vez mais do individuo o mesmo acaba entrando em um estado de exaustão que culmina com o adoecimento do sujeito. 

A questão da saúde e da doença está situada no equilíbrio. Assim, os excessos bem como a falta podem estar relacionados ao surgimento da doença. Para tanto o profissional deve ser capaz de encontrar um modo de conseguir equilibrar sua vida pessoa e sua vida profssional de modo a conciliar seus objetivos nesse espaço, respeitando seu tempo e limite.

miércoles, 25 de enero de 2012

O vício do trabalho: Workaholic



O termo “Workaholic” designa uma pessoa viciada em trabalho, ou seja, uma compulsão pelo trabalho, onde o indivíduo embora reconhecendo os excessos não consegue diminuir a carga de trabalho.

O fenômeno Workaholic pode ser entendido a partir de variáveis pessoais e também do contexto social. Assim, essas pessoas podem desenvolver uma necessidade de auto-realização, de certa forma intensificada, dispendendo alto nível de dedicação para atingir seus objetivos. Há também uma questão relacionada a competição, onde a pessoa entra nessa situação competitiva com alta motivação de conquistar prestígio, cargo melhor, alto salário, etc.

O workaholic pode tentar suprir no trabalho uma necessidade de aceitação pelo outro, dessa forma, através do sucesso profissional, o sujeito conquistaria certo status social.

Quanto ao contexto social, as mudanças advindas com a revolução industrial causaram grande impacto nas atividades profissionais. Passou-se a exigir mais dos funcionários, principalmente relacionado a cargos mais altos.

O mundo moderno, altamente competitivo, instável está atendo aos anseios, aspirações, desejos, sonhos, ambições, das pessoas e a partir de suas exigências organizacionais, buscam ter um trabalhador mais absorvido e integrado, onde a dedicação integral a empresa está se tornando regra para o sucesso na carreira gerencial.

Essas exigências levaram ao aumento da carga horária de trabalho bem como do envolvimento tanto físico quanto psicológico do profissional para poder atender as demandas organizacionais, porém não é só no meio organizacional que vemos esse fenômeno acontecer. O workaholic pode estar presente em diversas profissões e contextos sempre com algumas características em comum:

  • gastam uma grande parte de seu tempo em atividades de trabalho, dando mais importância para ele e abdicando de outros aspectos sociais como a família, amigos, lazer, entre outros;
  • tendem a pensar freqüentemente em assuntos de trabalho, mesmo quando não estão efetivamente trabalhando;
  • trabalham muito além do que é razoavelmente esperado para o cargo que ocupam, ou do que para atender suas necessidades econômicas básicas.
Dessa forma, a vida pessoal fica extremamente complicada, relevada a segundo ou terceiro plano. Podemos pensar em algumas perguntas relacionadas a essa situação:Quando é que pessoas com esse perfil se prejudicam? Havendo prejuízo, como mudar a situação?

Os prejuízos advindos desse comportamento são sentidos mais a longo prazo e para melhorar isso, os comportamentos presentes precisam ser alterados.

Alguns indicativos de que há comportamentos a serem alterados:

  • Dificuldades em comunicar-se com a família;
  • Autoridade e respeito obtido via discussões tensas;
  • Família afetivamente distante, e/ou afetivamente carente;
  • Diminuição do conhecimento sobre o dia-a-dia dos filhos, esposa/marido e amigos (você é o último a saber, ou descobre os fatos só depois que já ocorreram e foram resolvidos sem sua ajuda);
  • Diminuição do número de amigos e da freqüência com que os vê, acompanhado ou não por reclamações sobre sua ausência (“sumido, hein?”) ou por desistência de lhe procurarem;
  • Diminuição do conhecimento e/ou participação em atividades não-profissionais de sua preferência, como leitura de livros não-técnicos, ida a cinema, teatro, exposições, esportes, e assim por diante;
  • Sinais de fadiga física (alterações no sono, no apetite e no humor, stress, gastrite, aftas, dores nas costas, diminuição da capacidade de concentração);
Para ser capaz de mudar os comportamentos atuais e entender o motivo dessa necessidade crescente de dedicar-se ao trabalho, muitas vezes a pessoa pode precisar de ajuda. Assim, a psicoterapia pretende fornecer a ajuda necessária em prol da saúde do sujeito.

martes, 26 de julio de 2011

Um pouco sobre : Síndrome de Burnout

A Síndrome de Burnout está relacionada ao estresse intenso com prejuizos fisicos e emocionais, em uma situação de trabalho, principalmente quando exige contato frequente com outras pessoas. Dessa forma, as profissões consideradas de "ajuda" apresentam maior frequencia da sindrome.
Os profissionais tendem a apresentar comportamento agressivo e irritadiço, exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos.
As profissões mais acometidas pela síndrome são: médicos, psicólogos, psicanalistas, carcereiros, assistentes sociais, comerciários, professores, atendentes públicos, enfermeiros, funcionários de departamento pessoal, telemarketing, bombeiros entre outras.
A pessoa acometida pela síndrome acaba por perder o interesse pelo trabalho, onde o mesmo passa a não ter mais importância, portanto deixa de fazer suas atividades profissionais pois "não há serventia alguma".
Entre os fatores tidos como desencadeantes da síndrome temos: pouca autonomia no desempenho profissional, problemas de relacionamento com as chefias, problemas de relacionamento com colegas ou clientes, conflito entre trabalho e família, sentimento de desqualificação e falta de cooperação da equipe. 
Os primeiros anos de trabalho do profissional, seriam os mais vulneráveis ao aparecimento da síndrome, assim como há maior incidências em mulheres, talvez devido a dupla jornada de trabalho ( casa e trabalho fora).
A síndrome se difere do estresse, pois está relacionada ao ambiente de trabalho em si, enquanto o estresse diz respeito a vida pessoal da pessoa, embora possa interferir profissionalmente.
Alguns sintomas são bastante comuns na síndrome, entre eles:
  • Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais
  • Despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas no trabalho ou no serviço prestado.
  • Sintomas físicos de estresse, cansaço e mal estar geral.
  • Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal, tendências a avaliar o próprio trabalho de forma negativa, vivências de insuficiência profissional, sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência, baixa autoestima.
  • Irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração, comportamento paranóides e/ou agressivos para com os clientes, companheiros e para com a própria família.
  • Fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, problemas com o sono, úlceras digestivas, hipertensão arterial, taquiarritmias, e outras desordens gastrintestinais, perda de peso, dores musculares e de coluna, alergias, etc.
  • Condutas aditivas e evitativas, consumo aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, absenteísmo, baixo rendimento pessoal, distanciamento afetivo dos clientes e companheiros como forma de proteção do ego, aborrecimento constante, atitude cínica, impaciência e irritabilidade, sentimento de onipotência, desorientação, incapacidade de concentração, sentimentos depressivos, freqüentes conflitos interpessoais no ambiente de trabalho e dentro da própria família.
O diagnóstico da síndrome assim como seu tratamento deve ser feito por um profissional adequado, visto que se trata de uma situação bastante delicada e a falta de habilidades para possiveis intervenções pode agravar o caso.

miércoles, 6 de julio de 2011

As Emoções no Ambiente de Trabalho

O ambiente profissional exige da pessoa uma postura difereciada daquele de quando estamos em casa com nossos amigos e parentes. Uma postura mais séria, coerente, racional.
A luta por uma postura mais adequada é uma luta sem fim dos profissionais, porém se por um lado hoje o trabalhador é visto de uma forma mais humanizada, com necessidades e desejos, por outro continuamos a presenciar conflitos no ambiente de trabalho causados por motivos pessoais e tratados também da mesma maneira.
O profissional como ser humano, tem sentimento e emoções que não podem simplesmente serem deixados de lado no horário do trabalho, porém devem ser administrados em prol da qualidade dos relacionamentos interpessoais.
A competência emocional é de suma importância ao bom desempenho profissional, principalmente aos cargos de maior responsabilidade.
Aqui apresento cinco emoções básicas e sua fisiologia e as consequências :

MEDO 
Sua presença altera os batimentos cardíacos, acelera a respiração, dilata as pupilas e reduz o fluxo de sangue  órgãos periféricos, preparando o corpo para a fuga.
Pessoas com medo tendem a fugir de compromissos, evitam desafios e apresentam baixos resultados.
O medo está relacionado com ameaças à sobrevivência.
Simbolicamente, podemos citar algumas situações que causam tal emoção:
•      Demissões em massa, que trazem como conseqüência a ameaça constante para aqueles que ficam.
•      Estilos gerenciais autoritários.
•      Mudanças bruscas no modelo de gestão, sem a devida sensibilização e preparo dos colaboradores.

RAIVA
Quando presente, gera tensão nos músculos, pupilas diminuídas, maior circulação de sangue nos órgãos periféricos, preparando o corpo para a defesa e o  ataque.
Pessoas com raiva tendem a manifestar comportamentos agressivos e de revide.
Um ambiente onde impera a raiva é pouco produtivo. A reboque, vem a desconfiança, o ciúme, a inveja e outros sentimentos que interferem sobremaneira no trabalho colaborativo de equipe.  Precisamos de times combativos e competitivos, porém unidos pela solidariedade.
Os principais fatores que geram a raiva são:
•      Injustiças
•      Posturas gerenciais agressivas e desqualificantes.

TRISTEZA
A postura de quem está triste  é fechada e voltada para o próprio umbigo. O abatimento, os ombros caídos, a ausência de vitalidade e a ausência do brilho no olhar, indicam tal emoção. Geralmente acontece quando alguém sente uma (ou diversas) perdas.
Como pode alguém preocupado e triste gerar resultados?
A tristeza induz à apatia, à falta de energia e à paralisação da ação. Ambientes muito introspectivos, geralmente carregam esta emoção.
As causas podem ser variadas:
•      Perda de status
•      Redução do espaço de poder
•      Perdas pessoais

ALEGRIA
Quem está alegre apresenta tônus vital elevado, energia, olhos brilhantes, movimento, riso fácil e disponibilidade para agir
Ao encontrar pessoas felizes, percebemos no ar algo diferente: o clima da paixão pelo que se está produzindo. Logicamente, um time alegre, onde a camaradagem se faz presente, tem maiores chances de gerar resultados e contagiar o ambiente com sua ação.
O que faz as pessoas felizes:
•      Reconhecimento
•      Atitudes éticas e coerentes
•      Possibilidades de desenvolvimento e crescimento profissional.
•      Desafios
•      Modelos de gestão abertos
•      Gerentes e líderes que são exemplo

AMOR
Alegria e amor caminham lado a lado. As duas emoções energizam o ser humano.  Porém o amor acalma, faz com que nosso organismo se harmonize, promovendo o bem estar físico
Onde o amor se faz presente percebe-se um “quê” de sagrado. As pessoas se respeitam, se ajudam, preocupam-se com o semelhante, abrem seus corações e suas mentes para um saber compartilhado. A retenção de talentos é facilitada, a gestão do conhecimento corre de forma natural e, consequentemente, os resultados se maximizam.
O que leva um time a amar o que faz:
•      Lealdade
•      Respeito
•      Trabalho significativo
•      Sistema de gestão aberto
•      Gerentes e líderes que amam o que fazem  e são matrizes de identidade

As diversas situações vividas no trabalho nos fazem experenciar diversas emoções, porém a maneira como lidamos com elas é que difere quanto ao bom desempenho profissional e a qualidade dos relacionamentos detro da empresa.
Cabe ao profissional aprender a lidar com suas emoções de modo a utilizá-las a seu favor, em seu benefício, para tanto, o auto-conhecimento se faz necessário.